Aqueles olhos que choram por um muito pouco, um muito inalcançável, que dizem não valer a pena, mas o que posso fazer se não chorar, pigarrear tossir, tentar tirar tudo o que tem dentro do peito, tudo o que me impede de respirar. Está tão perto quase posso senti-lo, sinto tocar minhas mãos, mas ao abrir os olhos vejo a milhas de distancia de mim. Veneno da alma, matame aos poucos, dilacera minha carne, meus olhos meu coração, e o que faz é sorrir e fingir. Fingis muito bem, melhor do que faço, mas os teus e os meus olhos não enganam, são espelhos da alma, o meu mostra o inferno que arde dentro de mim e os teus o que dizem? Decifra-los meu objetivo, mas não lhe tenho permissão, mas a vida revela-me aos poucos. E aos poucos vos mores e eu me vejo no espelho cada dia diferente de ontem, de quando eu tinha 16, o tempo passa e não me espera, é um trem que perdi e eu fico a lamentar, o que vive e não vivi, mas o que me doí e o que eu não vivi, ao seu lado, planos e mais planos, sonhos, devaneios, ilusões, que vão se perdendo dentro do tempo vazio espaço no meu peito.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
"Nasci num tempo errado, onde acreditava que sonhos pudessem se tornar realidade. Tempo esse que nos prometeu um futuro, mas esse futuro nunca chegou, quem dera eu fosse criança novamente pra ver a esperança crescer dentro do meu coração mas não, sou adulto, adulto esses que teve a esperança arrancada de suas entranhas, e agora, sente o amargo gosto que é viver." - P.A
terça-feira, 12 de junho de 2012
| NÃO: Não quero nada. Já disse que não quero nada. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) — Das ciências, das artes, da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade, guardem-na! Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica. Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo. Com todo o direito a sê-lo, ouviram? Não me macem, por amor de Deus! Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade. Assim, como sou, tenham paciência! Vão para o diabo sem mim, Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo, Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo... E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho! |
"Olhar para o horizonte e esquecer, os problemas, quem eu sou, as ambições, as preocupações, as angustias, as indecisões, os preconceitos, as fraquezas, os vícios, os medos, os desejos, as paixões, o ódio, a raiva, a inveja... tudo aquilo que me prende ao chão, e por um instante voar, para além do horizonte, voar livre."
quarta-feira, 6 de junho de 2012
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