sábado, 24 de agosto de 2013

Janelas de ônibus e fones de ouvido


25 de março de 2013
03:02 da manhã
ouvindo: Amores Imperfeitos - Skank 


A paisagem passa diante dos meus olhos, o sol laranja não menos importante se põe no horizonte e meus olhos húmidos, são sempre as mesmas músicas de amor que junto com esses fatores fazem me perder dentro de mim.
Você assim como em meus sonhos está nas minhas orações, é o meu desejo mais intimo, uma sensação de abstinência, que afeta todo meu ser, algo que não consigo descrever precisamente... o descompasso do coração, o frio no estomago, as mãos suadas e a minha perda da realidade.
Olhar distante,  pensamentos distantes, vejo seus olhos, vejo você,  sinto sua presença, seu cheiro, seu abraço, você nos dois, dias cotidianos, finais de semana, cafés da manhã, almoços de domingo, a viagem longa, o cochilo atarde, os beijos de bom dia, o frio do inverno, as luzes laranjas da madrugada, as garrafas de vinho, as noites de luar, as gargalhas e a vida passando diante dos olhos... vejo meus sonhos, uma realidade que tenho vivido meio turno de muitos anos. Quando volto a mim, vejo uma ausência que assusta e sussurra ao pé do ouvido: Realidade.
Apenas 1 ano ao seu lado por todos os que me restam. Não importa não é? De todas as estrelas que me deram desejos, de todas as vezes que confidenciei a lua, de todos os dentes de leão que se desmancharam com sopros, nenhum deles me trouxeram você.  Nem mesmo o fato de amar que deveria ser tudo o que importa, nem todas as lagrimas derramadas mudam alguma coisa.
A realidade concreta fria e intransponível. Mas eu te encontro no horizonte, no infinito e por toda a eternidade, num lugar onde sonho e realidade são indistinguíveis.

domingo, 17 de março de 2013


“Uma mistura de saudade do que eu fui ontem, com uma curiosidade do que eu sou hoje, se esfregando numa angústia do que eu me tornarei amanhã.”  - Teus Olhos Meus

terça-feira, 12 de março de 2013

Lembranças insólitas

13 de março de 2013
01:40 da madrugada
ao som de: Knockin On Heavens Door - Guns N' Roses


Construí um castelo com a solidão, as paredes são frias e úmidas pra evidenciar a falta de calor humano,o chão frio me acolhe, eu quero ver alguma estrela no céu mas me falta amino pra olhar pela janela. É sobre abraços o que eu mais penso, queira um bem caloroso e confortável agora, um abraço de amor.
A eterna ausência me assola novamente, mas meu sentimento de apatia doma a situação por enquanto... o engraçado que tudo me parece uma escolha as vezes, mas não sei dizer se sim ou não, são fatores, dependentes e independentes de mim. Os sentimentos passados não voltam nem mesmo o ressente (me refiro ao amor para deixar tudo bem claro) vejo tantos problemas em questão, não sinto saudade do meu passado distante mas o recente queria que fosse além de imaginação, é só querer pois o desejo se foi pro esquecimento junto com o sentimento, é talvez ele fosse a pessoa ideal, ou a pessoas que eu achasse ser ideal, ou talvez não, talvez seja mais um dos meus infinitos equívocos, mas sem o sentimento tudo se torna excedentemente sem atrativo, não teria graça nesse momento, não me traria o menor sentimento de conforto e êxtase.
Meu medo maior é o tempo como já disse, medo das marcas que ele deixa, medo do fogo que é a vontade de viver se extingua, e a chama está tão pequena, medo também de que meu coração se feche ainda mais,  se torne mais frio do que essas brasas escandecentes que sinto.
Parece que minha boca implora por um novo sabor que não sei qual é, mas meu medo é de provar algo amargo (novamente).
Ouvindo uma música (Soldier On - The Temper Trap) do passado me recordo de um cheiro, as lembranças estão a tona e é do passado antigo, mas volto a dizer não existe sentimento, as vezes pareço um arqueólogo escavando as ruínas de um passado procurando entender, achar uma explicação pra tudo o que se passou, mas o que obtenho são apenas informações não sensações ou sentimentos.


02:02 da manhã

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eu sou um cara que acredita no amor

8 de março de 2013
1:38 da manhã
ouvindo Coldplay - The Scientist



Eu sou um cara que acredita no amor, sou romântico, curto toda essas paradas de carinho e afeto, gosto de abraços de beijos, de ficar  o dia todo agarrado sem fazer nada, gosto de receber e escrever cartas de amor, gosto de ouvir músicas românticas e me imaginar vivendo tudo o que elas dizem, gosto de filmes de romance e drama (são meus favoritos), gosto de chorrar vendo um filme desses ou lendo um bom livro, gosto quando meus olhos se enchem d'água quando ouço uma música que toca bem lá no fundo. Mas qual será meu problema? Porque nunca encontro o verdadeiro amor, alguém que vá me aquecer no frio e vá aquecer também meu coração duro e gelado? Existem milhares de pessoas legais e interessantes que se aproximam de mim, mas porque não surge de mim um sentimento além de amizade por elas? Será que meu destino é caminhar só? Será que não terei alguém que afagara meus cabelos nas manhã de domingo? Será que nunca vou saber o que é ir almoçar no domingo da casa da sogra? Será que eu nunca sereis apresentado como namorado para os pais de alguém? Será que a poltrona ao lado no cinema sempre estará vazia? Eu espero, e como espero, mas o tempo só tem me decepcionado, estou criando raízes no chão e nem se quer um misera flor brotou no meu peito. Será que estarei finda a eterna desventura de me apaixonar por pessoas comprometidas ou pelas quais nunca se interessarão por mim?  O que há de errado comigo? Todos eu deito e imagino alguém ao meu lado, mas é só minha imaginação, não a calor humano, não a beijos de boa noite ou dormir de conchinha, e muito menos arrepios por triscar de dedos na nuca. Queria tanto fazer surpresas de aniversários, segurando rosas e chocolates, queria tanto ir ao shopping comprar presentes de dias do namorado, queria tanto ligação antes de dormir e mensagens de saudade durante o dia.   Mas o que há de errado comigo? Eu peço tanto a Deus todas as noites, alguém que preencha esse vazio que há dentro do meu peito, alguém que eu ame e que me ame. Queria tanto levar um(a) namorado(a) pra dormir em casa, pra jantar, pra ir no barzinho ouvir música e tomarmos um vinho, queria tanto deitar em um colo e ver as estrelas e o luar de madrugada, queria tomar banho juntinho, brincar com a espuma, queria tanto deitar e ficar olhando nos olhos até pegar no sono, queria beijos entre sorrisos, queria mordidas no lábio, cravar de unhas na pele, suores misturados,voz rouca de manhã e rosto inchado,  queria a presença e não a ausência. Mas o que há de errado com o mundo? Todos encontrando as pessoas de seus sonhos, fazendo planos, tendo filhos cachorros e casas com jardim, outros curtindo a vida sem pensar no amanhã, beijando transando sem parar,  e porque isso não é pra mim? Porque as vezes me parece tudo tão sem graça? Porque eu não posso ter uma pessoa de quem vá gostar ou ter desregrada que eu vá gostar? Porque me sinto como se estivesse no deserto mesmo estando numa multidão? Porque eu e a solidão nos tornamos tão íntimos? E quando eu penso eu imagino eu sonho, eu quase posso sentir o sabor, o toque, a sensação de estar com alguém, de estar feliz, de estar dividindo uma vida, de estar vivendo. O tempo me corroí, me oxida, me envelhece sem que eu possa aproveitar o que de melhor a vida tem a me oferecer que é um semelhante. Eu fico vendo as pessoas juntas, felizes, sei que existem problemas e dificuldades mas a satisfação de estar com quem se gosta parece transcender tudo isso, e eu fico me vendo naquelas pessoas, dizendo pra mim mesmo "Amanhã será você", mas nunca chega essa amanhã, nunca é. Com 19 anos eu sinto como se tivesse vivido 90, como se uma vida inteira passasse diante dos meus olhos, e eu fui mero espectador, não contracenei, não vibrei, não chorei, não amei, não sorri, não fui beijado debaixo de chuva, não fiz sexo dentro de um carro e de uma barraca, não fui acampar, não acendi uma fogueira e fiquei abraçado sento acariciado diante do fogo, não usei um anel de compromisso, não chorei de felicidade, não tive surpresas de aniversários, não fui a motéis, não andei de mãos dadas na rua, não dividi um sorvete, não tive uma discussão de relacionamento, não chorei de saudade, não tive despedidas de longas viagens, não tive um beijo apaixonado, não vi uma lagrima cair por estar se reencontrando, não tive filmes com pipoca e edredom, não tive domingos chatos salvos por por passeios no parque, não sai com os seus melhores amigos, não fomos jogar bola, não fomos ver um jogo no estadio juntos, não tive abraços por trás quando estava perdido em meus pensamentos, não fiz planos pro futuro, não planejamos comprar uma casa, um carro, não escolhemos os moveis, a decoração, o nomes dos filhos, a raça e nome do cachorro, não fomos na locadora, não escolhemos os jantar, não fui te buscar no trabalho, não tomamos café da manhã juntos, não tivemos os lanche da tarde de sábado com chá, não dancei aquela música romântica abraçadinhos e bem lentamente, não peguei uma camisa e cheirei pra matar a saudade, não usei seu short favorito, não discutimos o final da peça, não tiramos a nossa foto mais bonita, não bebi muito e você cuidou de mim,  não fiz o mesmo por você, não te abracei naquele momento triste... E são tantas as coisas que eu vejo diante dos meus olhos, mas é somente desejos da minha alma que não se realizam. E quanto eu mais penso nisso, vejo que isso tudo não é pra mim, que nunca terrei esses e outros momentos semelhantes. E eu quase sinto o gosto.        

quarta-feira, 6 de março de 2013

E quando me falam de amor me vem essa música na cabeça.


Chorão Alexandre Magno Abrão 1970 - 2013


E quando se pensa que a vida não tem como te derrubar mais, ela lhe crava um punhal no peito, poderia ser pior? E é pior, sempre fica pior, parece que a dor só aumenta, as vezes eu desconheço o proposito de estar aqui, de continuar lutando, mas a única alternativa que supostamente solucionaria essa situação não me é tão atrativa. Estou naquele momento no qual onde não tenho mais nada pra me segurar pra me manter em pé, estou em queda livre, pra um lugar desconhecido. Seus sonhos de garroto morrem, é ai que você se torna um homem, frio é pessimista como a vida.
Vou sentir uma falta desse cara, que marcou minha vida, que fez parte e ainda faz, que sempre me transmitiu que eu poderia ser melhor, mesmo sem conhece-lo eu o amava, era a minha inspiração de vida, o cara que eu queria me tornar, o que lutava com a vida, que ia lá e fazia, que não abaixou a cabeça diante os desafios, um guerreiro, mas mesmos os maiores guerreiros morrem um dia, e agora o vazio no meu peito aumentou mais, só de saber que eu não vou poder ir em mais nenhum show dele, de ficar animado com o lançamento de um cd novo, de saber que eu nunca poderei realizar meu sonho de conhece-lo, mas o melhor show foi o que eu fui, mesmo que me lembre pouca coisa, foi o melhor, o que eu mais curti e vivi em toda minha vida. Vá em paz irmão buscar o seu lugar ao sol.


Sabe quando você tem todo seu universo formado, em harmonia, tudo perfeito, é ai que aparece uma minima antimatéria que anula tudo, que destrói cada átomo daquilo que você tinha planejado por toda sua existência, todos os seus preceitos, te mostrando um lado que você não conhecia, toda a ideia concebida, mas essa minima antimatéria dura poucos instantes deixando um vazio, vácuo, que parece ser impreenchível, e você percebe que tudo é efémero.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

E eu acho que realmente descrevi em palavras uma fração da minha alma.

28 de fevereiro de 2013 
03:01 da madrugada


Por muito tempo achei que somente a solidão bastava, mas há algo dentro do peito que pede mais, a pele pede um toque seguido de arrepio. Mas parece que nada me é suficiente, a um grande vazio no estomago e no peito que nada é capaz de me satisfazer, nem se quer a imaginação chega perto. Queria poder imaginar finais felizes novamente, mas ainda é pouco. É mais que ter alguém, um namorado, um companheiro, um amigo, um irmão, um pai, um deus, talvez seja tudo isso junto, mas dificilmente alguém vem com esse combo, ou é bata frita ou refrigerante pra acompanhar o meu hambúrguer.
E a única companhia que me agrada é minha sombra, quanto mais vivo, percebo que sou um pássaro que voa só na imensidão azul do céu, mas me falta a brisa nas asas, me falta o galho à pousar, me faltar sentir o sabor.
Me assusta e me conforta a ideia de envelhecer só, eu não acredito no que as pessoas me dizem, sei muito bem o que sinto, o que vejo, o que sou e o que o futuro me reserva é uma incógnita, nem sei se realmente será uma somativa do presente, não o vejo, acho que perdi a capacidade de tentar imagina-lo, talvez por medo. Essa palavra mesmo. Não é medo de escuro, da morte, da solidão, é medo do amanhã. Eu me sinto deslocado, como se eu não fosse daqui, como se esse rosto não fosse meu, como se nada que eu vivi fosse meu, como se eu não fosse eu, eu queria partir, mas não sei pra onde, queria ir pra mais longe possível de tudo, e quando eu digo tudo é esse planeta, essa vida, essa existência. Mas as vezes o que mais eu sinto falta é de um abraço. Eu não sei de qual abraço, ou de quem, queria só estar nos braços de alguém, que me afagasse o cabelo, que eu pudesse sentir o cheiro o toque. Talvez eu não tenha um porto seguro, eu não vejo proposito em nada, não vejo sentido em viver, e vou confessar não queria viver, não por raiva da vida de deus ou qualquer outro motive de uma pessoa "normal", simplesmente é um desejo da alma, de lá de dentro do meu ser, não queria, simplesmente assim.
Quando eu penso sobre tudo isso, eu sinto um gosto, uma vontade de como se eu quisesse deixar esse corpo, me sinto dentro de uma prisão de carne, como se eu sentiria paz somente com uma bala alojada dentro do meu peito. Liberdade é o que eu teria, essa palavra que me atormenta, é a unica que eu sinto como se estivesse a minha frente mas não posso toca-la, quase a sinto, eu fecho os olhos e sinto o vento no meu rosto, sinto o frio na minha pele, vejo a lua no céu, me abraço com toda a força que tenho a uma arvore, parece saciar por instantes esse desejo insaciável de liberdade, mas ainda não é o suficiente. E é assim que eu imploro a Deus que me tire daqui de dentro do que não sou.
Me deixe ir embora, nenhuma droga, sexo, ou qualquer outro vicio é suficiente pra me saciar, eu quero mais que qualquer coisa, mais que qualquer coisa que você tenha a me oferecer, eu não me sinto atraído por qualquer pessoa, são só pessoas, insignificantemente ao meu ver, nada nem ninguém seria capaz de se quer preencher esse buraco negro dentro do peito,  a vontade que eu tenho é de deixar todos, não que eu queira magoar alguém, é que eu não me sinto parte de nada, existem pessoas boas, pessoas que eu gosto, que eu preso muito, mas eu não pertenço a elas, eu não quero atrapalhar suas vidas, eu não sou parte dessa vida, e nem quero fazer, sinto que a qualquer momento vou sair por aquela porta e correr pro mais longe possível  por onde eu me perca e nunca mais volte, o que me falta pra fazer isso eu não sei. Deus me dê um sentindo ou um puxão de orelha, eu me sinto maior que você, esse buraco no meu peito cresceu de mais, as vezes eu te peço que coloque alguém na minha vida, que destrua tudo o que conheço e que me faça começar tudo de  novo, alguém que me abrace, alguém que eu ame, mas acho muito difícil, amor eu entendia errado, eu não sei o que é amar, eu achava que sabia, era fácil confundir ilusão com isso, hoje mesmo que meu passado voltasse eu diria não, a solidão tem um gosto melhor que aquilo, nem se eu pudesse viver aquele sonho eu não queria, agora eu sorrio, eu não quero alguém simples, eu não quero alguém complicado, eu não quero um clichê, ME SURPREENDA DEUS. Você me conhece melhor do que ninguém, ou talvez não me conheça? Como eu não me conheço. Eu não sei o que está lá dentro, essa angustia aqui dentro eu não sei o que é, talvez eu esteja vendo só a ponta da montanha coberta de nuvens.
Talvez tudo pudesse ser diferente. E mesmo que fosse? Eu não estaria completo, nem uma outra vida me seria suficiente, nem milhares dela, o infinito pra mim é patético, a imortalidade pra mim é efémera. Acaba.
E amanhã eu vou acorda e não vou lembrar disso ou vou tentar não lembrar, de vergonha de ver o que realmente está dentro da minha alma. Tudo isso me irrita,
Sinto que a qualquer momento vou rasgar minha pele e voarei por aquela janela, as ideias suicidas não me agradam, não penso em me matar, não acho-me no direito deixando isso bem claro, nem o quero. Entenda quem quer que seja que ler esse devaneio, é apenas um relado de dentro do meu ser, algo que estava preso e que precisou se materializar em palavras. Talvez eu e você esteja conhecendo o que ninguém tenha conhecido de mim, essa parte guarda a sete chaves.
Mas talvez essa angustia passe com o tempo, talvez eu conheça alguém que me tire desse poço, talvez eu conheça alguém que jogue no chão meus cristais de preceitos e preconceitos, mas eu não vou procurar essa pessoa, chega ser ridículo a ideia de achar que qualquer pessoa seja o amor de sua vida, as pessoas cada vez menos se dão valor, ou se dão valor de mais, é retorico e ambíguo, esbarei no mesmo clichê "o que tiver que ser será" eu não estou de braços cruzados mas também não estou de pernas abertas, estou caminhado, pra onde não sei, quem sabe alguém me acompanhe. Darei sim a oportunidade à alguém, vou lutar também, mas tudo isso sem me desgastar, tudo deve ser construtivo, as mudanças devem ser para melhor sempre, mude sempre, a vida é transformação, é uma guerra com sigo mesma, mas uma guerra edificadora, que destrói pra construir algo melhor. Vou viver o que tiver que viver, vou passar oque tiver que passar, vou chorar sim, graças a Deus tenho sentimentos, vou beber a água da vida, e vou mergulhar nela e deixar a correnteza me levar por um breve instante e depois voltarei a caminhar, a vida é minha, vou pelo caminho que eu quiser, as consequências são minhas, as dores os sorrisos são meus, vou correr pelo campo que quiser, vou sentir o sol bater no meu rosto e aquece-lo, vou deixar que o resto do mundo viva uma ilusão e vou viver a minha vida, e mesmo que seja uma ilusão também não importará, viverei a minha, os meus sonhos, as minhas loucuras, as minhas tormentas, as minhas dores e as minhas felicidades, vou andar, até onde minhas pernas aguentarem e depois vou deixar meu corpo cair enquanto EU vou fazer parte do universo.