Aqueles olhos que choram por um muito pouco, um muito inalcançável, que dizem não valer a pena, mas o que posso fazer se não chorar, pigarrear tossir, tentar tirar tudo o que tem dentro do peito, tudo o que me impede de respirar. Está tão perto quase posso senti-lo, sinto tocar minhas mãos, mas ao abrir os olhos vejo a milhas de distancia de mim. Veneno da alma, matame aos poucos, dilacera minha carne, meus olhos meu coração, e o que faz é sorrir e fingir. Fingis muito bem, melhor do que faço, mas os teus e os meus olhos não enganam, são espelhos da alma, o meu mostra o inferno que arde dentro de mim e os teus o que dizem? Decifra-los meu objetivo, mas não lhe tenho permissão, mas a vida revela-me aos poucos. E aos poucos vos mores e eu me vejo no espelho cada dia diferente de ontem, de quando eu tinha 16, o tempo passa e não me espera, é um trem que perdi e eu fico a lamentar, o que vive e não vivi, mas o que me doí e o que eu não vivi, ao seu lado, planos e mais planos, sonhos, devaneios, ilusões, que vão se perdendo dentro do tempo vazio espaço no meu peito.
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