domingo, 28 de outubro de 2012

E eu vejo, seriamente, meus olhos podem estar cheios d'água mas já não doí mais, essas solidão é algo indescritível,  inimaginável pra quem não sente, e pra mim é tão boa, as vezes o coração lateja com o excesso, mas em fim o que eu posso fazer? Viver a vida dos outros pra mim não é uma opção, me enganar também não, descarto qualquer forma de ilusão. Talvez quem vê um menino andando na rua sempre sozinho com fones de ouvido e olhando pro céu sinta pena dele, mas não sabe o fogo que arde dentro do peito, um amor sem tamanho, uma felicidade nos olhos que chegam a lacrimejar, as únicas companhia que ele tem as vezes são as nuvens, outra hora as estrelas e quase sempre a lua, ele observa cada detalhe a seu redor, grava-os em sua mente como um filme em película, talvez esses sejam os maiores tesouros dele, a sua inesgotável fonte de prazer. E há que o lança olhares de desprezo, ele retribui, mas é  um olhar de pena, pena essa de quem vive no paraíso e não o desfruta-o. As vezes ele tropeça e deixa por um instante de olhar pro céu, mas a dor de um joelho ralado não pode desfazer o sorriso que há em sua mente, as vezes ele acha que está se despedindo de tudo a sua volta, mas ele tem razão, o eterno na matéria perece.

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